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Blog

Como pode ser esperado de um blog, se trata de uma obra em andamento. No momento, publicamos aqui três tipos de textos que se adequam à definição de um blog.

  • em inglês: textos que Touché e Guy publicam com uma certa regularidade no LinkedIn.
  • em português: as contribuções abaixo de Touché ao site de nossa empresa no LinkedIn, e postagens anteriores para Brasil com Z, blog de brasileiros expatriados sobre os países onde moram. A participação terminou algum tempo atrás, mas os textos de Touché continuam sendo interessantes.
  • em português, holandês, inglês e francês: sempre que viajamos, enviamos newsletters para os amigos em vários países. No ínicio, as mensagens eram somente em português, depois foi adicionada uma versão em holandês e em 2016 fomos loucos o suficiente para escrever em francês e inglês também durante nossa estada em Nova Zelândia/Austrália e Costa Rica. Vamos progressivamente postar alguns relatos de viagem, voltando no tempo.

Nota: a última mensagem está no topo. Use o menu à direita ou role para baixo para encontrar mensagens mais antigas.

nossa empresa Toucheguy no LinkedIn em 2023-2

O passeio impossível

Era uma vez uma menininha de olhos curiosos, redondos e olhudos. Ela sempre queria saber tudo e nunca aceitava um "porque sim" como resposta. Apesar de não gostar de brincar de casinha de boneca, ela tinha um sonho: MORAR numa casinha de boneca.

Como caminhava muito (além de olhuda era muito caminhante), ela foi guardando pedrinhas, nos vários lugares por onde passava, para um dia ter com que construir sua casinha, o que finalmente aconteceu e deixou a menininha muito feliz.

O mundo de cada um...

O mundo de cada um...

Aí, ela encheu a casinha de plantas e conchas, e brincava de morar num bosque, perto de mar.

O tempo foi passando, e a menininha foi sempre cuidando de sua casinha, para que não se estragasse. Como brincava sempre sozinha, procurava ao máximo proteger aquilo que passou a ser "seu mundo".

Porém, um dia, a menininha viu que a água das chuvas estava destruindo as paredes de sua casinha. Ela ficou muito triste e preocupada!

Era pobre, como pagar o conserto da parede?

Enquanto olhava, desconsolada, para sua casinha ameaçada pela chuva, um moço simpático e amável passou e lhe disse: você está tão triste e preocupada ... tome:

aqui está uma entrada para você ir se divertir no parquinho.

A menininha agradeceu, mas explicou que não podia ir pró parquinho naquela hora, pois precisava trabalhar e conseguir dinheiro prá pagar o conserto das paredes de sua casinha, e perguntou ao moço se poderia trocar a entrada do parquinho por um saco de cimento, já que ele estava querendo lhe ajudar.

Só que o moço disse que não, e não, e não: ou ela ia pró parquinho ou ele ia embora.

E ela ficou triste, de ter uma casinha com uma parede molhada, de não poder ir no parquinho e de ver o moço simpático virar as costas e ir embora...

Touché Guimarães, publicado no LinkedIn em 9/12/2023.
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Reflexão

Lamentavelmente, corrupção existe em todos os países, e não dá para negar isso. Algumas culturas são menos corruptas, sendo fator diferencial o estado de impunidade ou a efetiva penalização aos corruptos. O que implica em que ser corrupto num país onde as leis são para todos demanda um grau de sofisticação e desempenho muito elaborados, o que torna o corrupto um especialista. Uau. Que desperdício de cérebros!

Daí, entra a questão da ética e da revolta contra a bandidagem e a maldade. Não consta que em qualquer momento da História, tenha havido paz em todos os lugares. Ao contrário, ao se buscar conhecimento sobre nosso comportamento no planeta desde os primórdios de nossa definição como homo-qualquer-coisa, o que sempre ressalta é a violência e a destrutividade com que nos relacionamos entre nós e com o meio-ambiente. Donde se pode questionar a qualidade do projeto da nossa criação. A pensar.

Onde esconder o que se sabe?

Onde esconder o que se sabe?

De qualquer modo, a percepção e a reação que se tem com respeito às guerras, ao sofrimento das crianças, à fome, etc etc, são diretamente relacionadas com nossos valores e vínculos emocionais. Por exemplo, em algumas culturas o sacrifício humano era prova de religiosidade, e em muitas segue sendo a comprovação do amor que se tem a entidade abstratas, como pátria.

O conhecimento de que sempre existem guerras acontecendo, com todas as tragédias e absurdos que destroem lares e recursos, sobretudo que há tantas famílias e crianças morrendo desnutridas e violentadas, e que existem doenças que muito provavelmente já teriam sido curadas se houvesse decisão de exterminá-las, é percebido de formas diferentes, dependendo da proximidade, melhor dizendo, da intimidade que se tem com as vítimas.

Saber que crianças estão em sofrimento não nos afeta tanto como se nossos filhotes estivessem condenados à morte prematura por alguma doença para a qual não se encontrou cura até agora. Qualquer forma de dor faz doer dependendo do filtro emocional de cada um. E aí, voltamos ao tema da corrupção, que é uma patologia social grave, antiga e, em muitos lugares, endêmica.

Aqueles que acreditam no valor da honestidade e praticam a ética vivem situações muito duras, porque existem basicamente três tipos de atitudes quando se vive num país endemicamente corrupto: Você passa a vida toda lutando contra a corrente – pagando o preço em várias formas de exclusão; Você vive em estado de negação e dribla tua percepção com slogans tipo ´está tudo bem, não tem jeito, sempre foi assim, mas no final tudo dá certo´, todas estas frases-mantra que transformam você num iludido, destituído de senso crítico; Você é um oportunista, que se beneficia da impunidade imperante e nunca alguém vai te chamar de ´imbecil´ por não fazer uso dos ´jeitinhos´ sempre tão fáceis e bem-remunerados para resolver tuas dificuldades.

Para estes últimos, a corrupção não é somente um meio mas o próprio fim, já que esta forma de agir possibilita recompensas materiais para o corrupto, assim como o poder da tomada de decisões a fim de que esta situação se mantenha. Aos que se protegem da realidade atrás da cortina transparente e bonita do idealismo, a Esperança se torna o ópio que obnubila a visão, e acalma os agitado(re)s. Quem sofre mesmo são os lúcidos honestos, porque é fato conhecido que essas pessoas não dão certo, né? Além de sofrerem, incomodam quem os cerca.

A cada um sua escolha. Não necessariamente os valores da família são transmitidos de uma geração à outra. No entanto - e infelizmente - é muito improvável que alguém corrupto passe a agir eticamente, renunciando ao conforto decorrente de sua forma de viver. Os omissos sempre encontrarão álibis que justifiquem sua omissão e possibilite um viver bem apesar do que sabem.

E os éticos... bom, pra que serve este grupo, alem de criar problemas o tempo todo? Sao burros e inúteis. Pau neles.

Touché Guimarães, publicado no LinkedIn em 15/07/2022.
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Intranquila tranquilidade

Em algum lugar, consta que antes da tempestade de areia os desertos se mostram absolutamente calmos, como se as dunas não tivessem sequer a força para o sussurro que costuma musicar a dança dos grãozinhos.

Ciência ou não, a gente sente que não existe só o ´depois da tempestade vem a bonança', mas também o 'depois da bonança vem a tempestade'.

E fica como algo remoendo dentro da gente, como se os neurônios não encontrassem o bom caminho para se comunicarem e sinapsarem seus conteúdos. Aquele movimentinho inquieto, que nos deixa 'à flor da pele', mas que de florido não tem nada, porque a gente está mesmo é inquieto e irritável. A pele da flor é outra... a gente não é flor, né?


Preparando a tempestade

Preparando a tempestade

Ao contrário do deserto, que não pacienta muito para tempestadizar, a gente pode ficar em estado de 'tranquilidade intranquila' por algum bom tempinho, no qual nosso ritmo não harmoniza com a música do universo. A insatisfação é perceptível, não só latente. Mas a gente desconhece o Tempo do Vento. A espera pode ser longa ou não, mas sempre desconhecida...

Nesta agonia calma, olhamos o céu e pedimos chuva! que fecunde nossos corações e umedeça nossos olhos. Que orvalize nosso corpo e nos transforme num vendaval criativo. Que nos permita chorar e rir, ao invés de termos no rosto esse ricto de anti-poesia mascarando nossas emoções.

A gente não aprendeu a esperar. Porque não temos a sabedoria dos desertos...

Tante parole!

Fica mais simples assim:

O animal à espreita

Silencioso, atento

Vem o vento, cheira o ar

Sabe que é chegado o momento

Explode, a chuva que deita

Chega o terremoto violento

Tensão finita, a paz que dura

A imagem transforma o vento

Numa linda, nova e infinita

Pintura.

Touché Guimarães, publicado no LinkedIn em 11/10/2023.
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A nau dos desertores

Éramos um grupo numericamente pequeno, mas a força de nossos sonhos e ideais transformava nossa jangada num cruzador, e estávamos prontos pra singrar os mares e vencer os obstáculos que certamente surgiriam em nossa viagem.

O rumo e a rota ainda não estavam bem definidos, porém apesar das opiniões distintas quanto a certas questões técnicas envolvendo a preparação da embarcação, pelo menos os navegantes comungavam os motivos e o objetivo para a aventurar-nos.

As águas nâo sâo sempre tão calmas...

As águas nâo sâo sempre tão calmas...

Por outro lado, apesar de sermos eco uns dos outros quanto à decisão de partir, havia algumas dissidências quanto às funções de cada um a bordo e também não chegávamos à conclusão sobre o porto de destino.

Na verdade, teríamos que buscar o lugar de cada um num só lugar, e essa questão nos levou aos mapeamentos oníricos que seriam as únicas cartas geográficas capazes de nos orientarem para que não nos perdêssemos de nós.

Nosso comandante, viajante experiente, nos apoiava. E nos uníamos na busca de uma orientação, que viria dele, da estrelas, dos mapas e de nossos caminhos próprios.

Assim, partimos.

A jangada-cruzador levantou âncoras, ao som de Caymi e salvas de canhões.

Assim partimos.

No momento esta saga, narrada no passado, ainda é presente.

Para a maioria dos marujos, os cálculos bem feitos, as pesquisas e as observações possivelmente estejam ajudando a todos para encontrar o caminho no meio das ondas. Espero que sim. Eu, que só quero ficar no convés, olhando as estrelas e poetando, é que fico confusa.

Com tantas espumas, sereias, algas, flores, com tantos peixes e cores, esse movimento do barco, as canções do vento, o ballet das nuvens, alterações constantes no reflexo de sol na água, como posso me concentrar?

Minha mente abstrata voa de um pássaro a outro, e, quando me dou conta de mim, o dia passou, a viagem passa, continuamos navegando, mas virei Scherazade e só o eu faço é contar estórias para meu rei.

Somos um grupo numericamente pequeno, mas a força dos nossos sonhos e ideias nos levará sempre a realizar travessias por mares desconhecidos e `nunca d´antes navegados´, porque acreditamos que navegar é preciso, e viver também.

Touché Guimarães, publicado no LinkedIn em 10/09/2023.
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Felicidade

Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser, vá para onde você queira ir, seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.

Felicidade simples e natural

Felicidade simples e natural

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce, dificuldades para fazê-la forte, tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram, para aqueles que se machucam, para aqueles que buscam e tentam sempre e para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido; você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.

Touché Guimarães, publicado no LinkedIn em 16/08/2023.
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Words in kilobytes

Antigamente a gente media as palavras, porque existiam palavrinhas e palavrões, e era preciso escolher com muito cuidado. Em todas as épocas se considerou aconselhável pesar as palavras, para que as mesmas não pesassem na nossa consciência, mais tarde. Alguns estilos literários são reconhecíveis pela intensidade do vocabulário, tem autor que prefere palavras 'fortes', outros são do tipo 'light', etc… Sempre foi necessário se dosar as palavras, pois podem fazer bem ou mal,dependendo do uso.

Se pode jogar palavra fora ou se guardar as palavras em lugares especiais; no entanto, palavras que se jogam fora não costumam ser lixo e nem todas as que se guarda são verdadeiras jóias.

Palavras são alimento para o espirito

Palavras são alimento para o espirito

Palavras o vento leva, mas os estudiosos ainda não definiram prá onde. Estetas as preferem nuas, gastrônomos as digerem melhor se não são cruas.

Palavras podem ser estendidas, só que, antes a gente costumava aumentá-las por meio de coisas estranhíssimas, chamadas prefixos e sufixos, que, justamente não são fixos, mas opcionais; atualmente, a gente bota um pontinho e três letrinhas atrás da palavra e chama isso de extensão.

Enfim, cada civilização cria suas próprias palavras e as usa para fins diversos. No nosso mundo, onde tem mercado para todo tipo de produto, passamos a comprar e vender palavras. Que são negociadas em kilo...bytes.

Aos linguistas de estabelecerem: quanto pesa 'solidariedade', 'afeto', 'honestidade' ? Posso comprar alguns kilos? Sim? Ótimo.

Quero o estoque todo. Sem embrulho, por favor.

Touché Guimarães, publicado no LinkedIn em 15/07/2023.
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